quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Gerando Oportunidades

Está funcionando na Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), no Campus Frutal, o cursinho pré-vestibular gratuito, com o objetivo de preparar os alunos para os vestibulares de 2011. O cursinho fornece aulas em dois turnos aos sábados, das 7h30 ao meio-dia e das 14h às 18h30. As aulas são ministradas pelos universitários que já estão cursando a UEMG.
Desde o começo deste ano, o cursinho disponibiliza as matérias de Geografia, Redação, Gramática, Matemática, Inglês, Biologia, Física, Química, Literatura e História. Todas as questões e exercícios propostos em sala são elaborados de acordo com os vestibulares anteriores da UEMG e temas da atualidade. O cursinho colabora tanto para os vestibulandos, que ganham aprendizagem e oportunidade, quanto para os professores, que ao invés de remuneração, recebem horas acadêmicas.
Tendo parceria com a Secretaria da Educação, o curso empresta apostilas para os alunos como forma de contribuição ao conhecimento . Devido ao seu pouco tempo de fundação, o Cursinho Popular já apresenta 30 alunos, número que pretende ser elevado de acordo com a coordenadora do cursinho, Susane Marangoni Molina. Segundo Susane, não foi fácil planejar e fundar o cursinho, porém foi muito gratificante. “Para mim, o Cursinho serviu como um aprendizado, já que minha experiência é pouca, então nada foi fácil. Desde, conseguir professores, divulgar, organizar tudo para se funcionamento até selecionar candidatos e acompanhar o andamento do curso. Entretanto, diante dos problemas que aparecem, é gratificante ver professores saindo das aulas satisfeitos, candidatos procurando por vagas e alunos freqüentando”, disse.
O interesse e a força de vontade dos alunos é requisito número um quando o assunto é aprendizado. “Pretendo prestar o vestibular para o curso de Geografia, acho que este curso pode me oferecer uma estabilidade profissional, pois pretendo dar aulas”, sustenta a aluna Edilaine Cristina Machado, que parou de estudar há 14 anos. Ela enfatiza a importância no curso em sua vida, uma vez que não tem condições para pagar um curso pré-vestibular particular. Desse modo, para ela as aulas são tão importantes que ela gostaria que tivessem mais horários, pois algumas matérias são difíceis e precisaria haver mais aulas.
O cursinho tem seus pontos positivos e negativos, mas seu objetivo é ser alicerce do ensino. É gratuito e pode atender aos alunos que necessitam de orientação e aprendizagem. Em seu primeiro ano de funcionamento precisa obter maior reconhecimento, para que alunos e educadores caminhem juntos na direção da universidade e o desejo da futura profissão.



Redigido por: Dayana Rodrigues, Danielle Vendramini e Raissa Monteiro

Um carrinho a caminho de Paris

Acabo de sair da faculdade, por volta das 17h, no sábado, dia 11 de setembro de 2010, para encontrar meu entrevistado e realizar o trabalho em questão. No caminho até chegar ao bairro em que meu entrevistado trabalha, vou refletindo e vários pensamentos vêm à tona. Essa data foi marcada pela tragédia do atentado terrorista que destruiu as torres gêmeas, nos EUA. Contudo, a questão que pretendo abordar, trata-se da história de Marcos Pereira de Souza Cruz, de 11 anos de idade, uma criança simples, mas com um carrinho de picolé cheio de sonhos.
No começo da conversa, pergunto a Marcos se ele prefere que eu grave ou escreva. Ele não liga, então, para deixá-lo à vontade, sento na calçada com um caderno e caneta e começo nossa entrevista que mais parecia uma conversa.
Marcos nasceu em Jaboticabal - SP e há dois anos está morando em Frutal, MG. Está cursando a 5 série e a matéria que mais gosta é Português. Como toda criança, gosta de brincar e na hora do lazer, gosta de computador e soltar pipa. Foi voltando para a casa na hora do almoço, no sol bem quente, que avistei Marcos, quando ouvi um apito e perguntei se ele poderia me conceder uma entrevista para um trabalho da universidade. Quando parei o carro, ele me perguntou: “Picolé moça?” Respondi que não, “obrigada”, mas perguntei se ele poderia me ajudar em um trabalho. Depois de explicar como seria feito, ele me ofereceu seu celular para marcamos o encontro. Liguei e fiquei esperando no local combinado.
Como já havia dito fazia calor. Uma das primeiras reflexões que veio à minha mente foi voltar aos meus 11 anos e lembrar que tive uma infância sadia, com muitas brincadeiras em casa, na escola, com os amigos. Não trabalhei como Marcos, embaixo do sol quente, tão pouco tive que andar horas e horas para vender picolés. Perguntei ao menino se ele gostava do que fazia ou se tinha alguma reclamação a fazer. Ele disse que não, que já acostumou-se com o sol, porém havia dias que a caminhada era longa, mas o resto ele não tinha do que reclamar.
Quanto ao dinheiro que ganha com o carrinho, ele me disse que está juntado. Ainda não sabe o que vai comprar, mas não gastou nada! Marcos mora com a mãe, Marlete Gonçalves, e o irmão mais velho Elias Pereira. Logo que mudou-se para Frutal, seus pais se separaram. Seu pai, Joaquim Pereira, mudou para trabalhar na usina Frutal, como chefe de tratores e sua mãe trabalha como copeira em um Hotel. Sobre a família, o menino lembra com saudades dos avós Joaquim e Anita, que moram em Minas, e fala que uma de suas felicidades e ir visitá-los e ver sua família unida. Nas perguntas, quero abordar sobre sonhos. Conto a ele os meus e logo em seguida ele me conta os seus. Marcos diz, com muita empolgação, que tem um sonho de estudar em Paris e futuramente pretende ser comerciante, pois tem fascínio por carros e pretende ter uma loja. Foi a internet que despertou o interesse de conhecer a tão famosa capital da França.
Por fim, agradeço Marcos pela disponibilidade e ele vai em direção à loja de picolés entregar o carrinho e voltar para casa. Nossa reportagem não poderia terminar de outra maneira a não ser comprando um picolé. Minha escolha foi de milho verde, como forma de agradecimento. Logo em seguida, tiramos fotos. Ele pede para ver e fica satisfeito, mostrando, mais uma vez, tamanha humildade. Assim, percebemos que cada um, carrega consigo um carrinho com um conteúdo que nos move. No caso de Marcos, no começo do caminho é repleto e, no final, repleto de sonhos! No desfecho dessa história deixo com uma sábia frase de Che Guevara: “ Lutam melhor os que têm belos sonhos”.



Por: Dayana Rodrigues, Rafael Vilela e Pâmella Pastor

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Empregos para universitários em Frutal.

PAUTA

Pauteiros:
Pâmella Mendonça Pastor – pepa163@msn.com
Rafael Guilherme Vilela – eu@rafew.com
Telefone: (34) 3424-2556

Repórter: Pâmella Pastor
Redator: Rafael Vilela

Tema: Empregos para universitários em Frutal.
Enfoque: Relatar como a EMPREG seleciona os empregos para cada pessoa.

Roteiro :
Entrevista com o personagem principal : Leonardo Marreta, dono da agência de empregos EMPREG
Dia: 23 de Outubro de 2010
Local: UEMG
Horário: 18hs

Sugestões de ilustração: Fotos e ressaltar algumas frases.



Desde 2005, ano de fundação da universidade que se tornou UEMG, Frutal vê uma grande demanda de jovens vindos de outras cidades em busca de formação profissional cursando a UEMG. Jovens que, em sua maioria, buscam alguma fonte de renda para ajudar sua estadia na cidade ou mesmo se sustentar durante o tempo de curso. Pensando nisso, o empreendedor Leonardo Marreta, criou a EMPREG, empresa que cadastra pessoas em busca de empregos, seja ela profissional ou não e empresas que procuram funcionários.
Segundo Leonardo Marreta, havia uma certa “bagunça” na relação emprego/empregado na cidade. Por falta de informação ou uma ferramenta eficaz, muitas empresas careciam de funcionários e não encontravam. E por outro lado, jovens universitários de outras cidades não conseguiam emprego por não conhecerem tanto a cidade ou não ter influências.
“A EMPREG tem como principal objetivo unir a empresa e seu futuro funcionário. Em especial universitários, que por não serem de Frutal, às vezes têm receio de procurar emprego porta a porta”. – Afirma Leonado Marreta.
Questionado sobre qual o tipo de emprego há mais demanda, Marreta afirma que são empregos que não necessitam de especialização. Tais como estoquistas de mercados, vendedores e atendentes. Porém, mesmo sem tanta procura, há empresas exigindo universitários de acordo com suas áreas. Seja para estágio ou para emprego.
“Há empresas que procuram universitários cursando Administração, Comunicação Social e Sucroalcooleiro. Este último é muito procurado por usinas de açúcar e álcool da região.” – Ressalta.

Outro ponto observado por Marreta é a boa aceitação das empresas para com os universitários. Segundo ele, os empresários vêem com bons olhos os universitários, pois em geral são inteligentes e esforçados. Pois não foi atoa entraram na faculdade e estão morando longe de suas casas.
“Algo a mais eles querem na vida.”
Finalizando, Marreta fala sobre o futuro do mercado de trabalho em Frutal e qual o papel da UEMG.

“Sinceramente? Esperamos muito do mercado de trabalho por aqui. Vemos a cidade se desenvolver, vemos lojas especializadas em computador, escritórios de advocacia, agências de comunicação abrindo e prosperando. Mão-de-obra que não existia aqui antes, como profissionais sucro-alcooleiros e tecnólogos nascidos aqui. E claro, a UEMG tem papel fundamental nisso. Por ser uma universidade pública a procura é grande e a seleção é mais acirrada, filtrando os melhores para cá.”

Lixo é grave problema em Frutal.

A coleta de lixo sempre foi um problema nas cidades. Em Frutal não é diferente, desde a invasão dos catadores de lixo ao aterro sanitário (popular lixão), até os lugares mais remotos onde a coleta de lixo de forma sustentável é praticamente inexistente, há uma polêmica sobre o assunto. O problema está na falta de sensibilização da comunidade, que não promove ações de coleta seletiva ou outras simples medidas de zelo de lotes vagos.

Como desculpa, a população em geral praticamente terceiriza o problema. Especialmente o do lixo, a culpa é sempre do vizinho ou, principalmente, dos órgãos públicos. É visível que não existe aqui, e na imensa maioria das cidades, um sistema de coleta organizado pela prefeitura municipal. Mas alguns movimentos de conscientização já puderam ser vistos em diversas ocasiões em bairros onde o problema é mais grave.

A prefeitura tem iniciativas de recolhimento de lixo, não só pelos meios tradicionais com caminhões de coleta, mas com mutirões de limpeza cada vez mais freqüentes. O problema novamente volta para a população. Não há voluntários para trabalhar nesse serviço em que não se recolhe o lixo comum, mas tem por finalidade recolher qualquer objeto de maior monta, como sofás, tanques, pias, caixas d’água e outros que a população queira jogar no lixo, porém os caminhões de lixo comum não levam. Além disso, mesmo com a divulgação das mídias populares, a comunidade no geral não se dá ao trabalho de separar o que quer jogar fora, deixando para uma próxima vez e dificultando assim o trabalho dos servidores.

Rafael e Plínio - 4º per. Comunicação Social UEMG